Fratura periprotésica

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Fratura periprotésica

Mensagem por amaral bernardo em Sex 04 Jan 2019, 06:19

"Um doente com prótese total da anca direita escorregou e caiu tendo resultado fratura traumática periprotésica fechada da extremidade inferior do fémur direito:
S72.401A Unspecified fracture of lower end of right femur, initial encounter
M97.01XA Periprosthetic fracture around internal prosthetic right hip joint, initial encounter
W01.0XXA Fall on same level from slipping, tripping and stumbling without subsequent striking against object
 
Como é fratura da extremidade inf do femur e periprótese da anca, uma está em cima... prótese... e a outra, a fratura, em baixo. 
Não percebo porque é periprotésica"


(Responde Fernando Lopes)


 
O conceito de fratura periprotésica utiliza o termo 'around'  -  um termo razoavelmente vago significando 'à volta de' e não precisamente 'ao lado de':
M97 Periprosthetic fracture around internal prosthetic joint
 
E de tal maneira assim é que o Coding Clinic do 4Q 2016, p.42, codifica não só uma fratura da bacia num doente com prótese da anca como periprotésica, mas também uma fratura da extremidade inferior do fémur num doente com prótese da anca como periprotésica. 
O que dá a atender que à volta da prótese da anca está, em cima, a bacia e, em baixo, todo o osso do fémur.
 
Mas para que não haja más interpretações o Coding Clinic esclarece que:
- as fraturas periprotésicas não são complicações das próteses (a prótese não está partida mas o osso à volta da prótese é que está);
- deve codficar-se:
    - a doença subjacente (por exemplo uma metástase óssea)
    - o tipo específico de fratura, traumática ou patológica
    - o código de fratura periprotésica (M97.-)
- quando a fratura for do próprio material (da prótese) o que se codifica não é fratura peripotésica mas complicação da prótese (T84.-)
 
Tendo sido pedidos esclarecimentos (Coding Clinic, 1Q 2018 p.21) sobre esta questão - prótese da anca, em cima, fratura do fémur, em baixo - a resposta foi a seguinte:
- aquela codificação estava correta;
- a classificação de Vancouver daquelas fraturas pode ser do tipo A (trocantérica), do tipo B (à volta da ponta da haste femoral) ou do tipo C (bem abaixo da ponta da haste femural).
Confirmava-se, assim, que a fratura de qualquer parte dum fémur que faz parte duma prótese da anca é considerada periprotésica.

 
Ver: The Vancouver classification for periprosthetic fractures about femoral hip arthroplasty  
em que o tipo C está legendado como " Type C: Distant to the tip of the stem "
 
 
Fernando Lopes
amaral bernardo
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