Codificação em Medicina Física e de Reabilitação (MFR) e codificação múltipla

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Mensagem por amaral bernardo em Sex 05 Abr 2019, 06:22

"Em relação ao internamento em MFR, posso codificar procedimentos apenas pela referência nos MCDT ?
 Os procedimentos efetuados não aparecem todos nos MCDT, só aparece o primeiro da lista. 
 É possível o SIIMA ficar acessível ao codificador?  
 Os procedimentos são realizados uma a duas vezes por dia.
 Num internamento de 30 dias dará um número exorbitante.

 Como quantificar?"
(Responde Fernando Lopes)

Para codificar um procedimento cirúrgico é necessário um relato operatório. 
Também é conveniente que exista um relatório do exame para codificar um cateterismo cardíaco, um procedimento endoscópico, uma CPRE, uma drenagem percutânea, uma embolização, ou outro procedimento mais ou menos invasivo.
Para codificar um procedimento de imagem é necessário que alguém diga que o exame foi feito. Não precisa de ser o médico.
Se a lista de MCDT (do SClínico ou de outra aplicação informática hospitalar) indica os atos que foram realizados, e em que data, ela é válida para codificar. 
Erros podem sempre acontecer. Mas isso até nas cirurgias. Já vimos registos cirúrgicos que se mantêm mesmo em casos de cirurgias não realizadas.
É por isso necessário, em casos de dúvida, conjugar mais informações (até de enfermagem) para ter a certeza que um determinado exame ou procedimento foi realizado.
 
O SIIMA está acessível dentro do hospital. Se pode ou não ser acessível remotamente tem de ser perguntado à Informática.

 
O número de vezes que codificamos um determinado procedimento, cirúrgico ou não, está regulado na Guideline B3.2 Multiple procedures, que diz quando devemos codificar mais do que uma vez, mas que não determina quantas vezes o devemos fazer.
É uma questão de bom senso que, em última análise, o hospital pode determinar internamente. 
Como, por exemplo, 'um, dois, três, muitos...' (se se codificar três vezes o mesmo procedimento tanto pode querer dizer que foi realizado três vezes como mais vezes).
É evidente que ninguém vai duplicar os códigos do ECG, do Rx pulmonar, do TAC cerebral... Só faz sentido duplicar os códigos de procedimentos cirúrgicos ou invasivos.
Quanto aos procedimentos de MFR fará sentido codificar um de cada tipologia, aqueles que clinicamente sejam mais representativos.
 
É oportuno, ainda, referir o seguinte: a estatística e a contabilidade da produção dos serviços hospitalares (número de exames realizados, por exemplo) não é feita na base de dados dos GDH (os serviços têm outros modos de registar a sua produção). Aquilo que codificamos é, essencialmente, ilustrativo: 'fez' e não, necessariamente 'fez n vezes'.
 
Resta dizer que a atenção deve estar centrada nos diagnósticos (donde pode resultar a severidade) e nos procedimentos invasivos. Os exames de imagem (uma PET, por exemplo) em nada afetam o agrupamento em GDH.
E lembrar que o agrupador só recebe até 30 códigos de diagnósticos e até 30 códigos de procedimentos. Como o SIMH consegue registar até 50 códigos de diagnósticos e até 50 códigos de procedimentos não devemos ocupar as primeiras 30 posições com códigos menores (diagnósticos de história pessoal ou de exames de imagem, por exemplo) e deixar para depois dos trigésimos códigos comorbilidades importantes ou procedimentos cirúrgicos .
 
 
Fernando Lopes
amaral bernardo
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